Há uma vaquejada aqui em Campina Grande, neste final de semana. Organizadores e promotores dela ufanam-se de ser a maior do Brasil. Pouco me importa o tamanho do evento, pois o tamanho dos aborrecimentos gerados, esse é bem grande.
A derrubada do boi por dois cavaleiros é prática antiga e bem enraizada na cultura nordestina. Tem matrizes ibéricas e diferencia-se do que os norte-americanos – e muitos brasileiros deslumbrados – chamam rodeio. Conseguiu-se tornar essas corridas de derrubada do boi em grandes festas.
Por aqui, duas formas de má-educação já são bastante frequentes e notáveis: colocar músicas em alturas estupidamente altas e fazer todo tipo de absurdos no trânsito. Pois a ocorrência da vaquejada consegue piorar esse cenário já terrível.
Nesse preciso momento, um selvagem põe uma música horrível em volume ensurdecedor, em algum sítio nas ruas adjacentes à minha residência. Na verdade, pouco importa a qualidade da música, pois de 120 decibéis em diante qualquer som é insuportável. E, certamente, não é um caso único. Os mal educados possuidores de carros com aparelhos de som dignos de boate estão por todo os lados.
O trânsito também apresenta uma piora, pois o pior sempre é possível. E isso não se deve apenas ao nível alcoólico dos condutores, que sempre está elevado nos finais de semana. A coisa piora por conta do estado mental de descompressão, de falta de limites.
Escandaloso mesmo é que os praticantes desses absurdos não acreditam minimamente que estão fazendo algo desagradável para os outros. Esse é o sinal verdadeiro da barbárie, ou seja, achar que ela é o estado normal.

Técnica otomana de eliminar armênios.
O reator de Angra II.
Não temo nada. Não espero nada. Sou livre. Inscrição na lápide de Kazantzakis.
O Enterro do Conde de Orgaz, em imagem não-HDMI, não-blu-ray, não…